Arquivo para fevereiro, 2010

Ele deve ser maluco…

Posted in Eu on fevereiro 25, 2010 by rafaelvictor

Ás vezes tenho o costume de anotar coisas que eu penso, ou coisas que leio ou ouço. Outro dia anotei em um papel no meu serviço que é melhor deixar o fogo consumidor, o fogo que vem de Deus queimar em nossas vidas e tirar tudo aquilo que não presta do que ter que no final deixar o fogo do inferno te queimar eternamente. Como diz o Pr. Antônio Cirilo em uma de suas canções espontâneas: “Mas eu prefiro o fogo da Tua Presença do que o fogo do inferno…”.  Uma colega de serviço achou esse papel e leu. Depois me olhou com aquela cara de “ele deve não bater muito bem…”. Mas ainda assim, sendo tachado ou “pensado” que sou doido para muitos, ainda prefiro o fogo de Deus do que o fogo das trevas e ranger de dentes. Jesus disse: Arrependa-se por que é chegado o Reino de Deus. Deixe ser purificado pela graça santificadora de Deus.

Bom dia!

Rafael Victor

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Algumas coisas

Posted in Eu with tags on fevereiro 7, 2010 by rafaelvictor

1)Enquanto é tempo. Enquanto há tempo.

Comecei a semana com um peso no coração, não vou falar novamente o que é.

Mas o que aprendi foi que muitas vezes só ficamos chorando o leite derramado. Quando o leite é derramado, aí fica aquele sentimento horrível de “será que não poderíamos fazer algo mais?”

Ao invés de se frustrar e criticar sem fazer nada, é melhor ás vezes tentar, e até se frustrar, e até ser criticado, mas fazer alguma coisa.

Vale a pena correr certos riscos.

2) Comecei minha faculdade e uma convivência com mais umas 60 pessoas.

Na estrada da vida é assim, encontramos pessoas, por escolher caminhos diferentes nos afastamos de outras, por escolhermos caminhos iguais nos ajuntamos as outras, e assim iremos prosseguindo nesse intercâmbio até a jornada chegar ao fim.

Chegar ao fim para iniciar um novo começo, pelo menos para alguns.

3)Estou lendo um livro do Myles Munroes e ele disse uma coisa apaixonante, talvez nem seja novidade. Mas ele disse que a verdadeira visão não é aquilo que vemos com os nossos olhos, mas a verdadeira visão é aquilo que a gente vê com o coração. Ele ainda faz a ponte com a bíblia, que diz que a fé é a certeza das coisas que não podem ser ver. Esplêndido como dizem alguns.

4)Estava estrategicamente preparado para me livrar de todos os possíveis trotes que pudessem haver na faculdade nessa primeira semana. E a semana passou tranquila, mas eis que ontem, irmãos abençoadíssimos da igreja, discípulos ainda por cima, picotaram meu cabelo, jogaram kiboa e detergente. Uma benção…rsrs…tive que passar a máquina 2…

5) Acampamento nosso chegando. Um tempo de busca intensa com Deus e  comunhão com os irmãos. Na expectativa de que seja a melhor edição de todas, pois o melhor de Deus está sempre por vir!!!

6)Hoje tem teatro no nosso culto ás 19h. Praça Dr. Augusto Silva 728. Lavras-MG. Brasil. Planeta Terra (3º do Sistema Solar). Via Láctea. Grupo Local. Universo de Deus. Compareça lá. Toda arte também é para glória de Deus!! o//

Os outros

Posted in Isto é interessante with tags , on fevereiro 7, 2010 by rafaelvictor

Antônio Prata

Estadao.com.br

Você não acha estranho que existam os outros? Eu também não achava, até anteontem, quando tive o que, por falta de nome melhor, chamei de SCA – Súbita Consciência da Alteridade.

Estava no carro, esperando o farol abrir e comecei a observar um pedestre, vindo pela calçada. Foi então que, do nada, senti o espasmo filosófico, a fisgada ontológica. Simplesmente entendi, naquele instante, que o pedestre era um outro: via o mundo por seus próprios olhos, sentia um gosto em sua boca, um peso sobre seus ombros, tinha antepassados, medo da morte e achava que as unhas dos pés dele eram absolutamente normais – estranhas eram as minhas e as suas, caro leitor, pois somos os outros da vida dele.

O farol abriu, o pedestre ficou para trás, mas eu não conseguia parar de pensar que ele agora estava no quarteirão de cima, aprisionado em seus pensamentos, embalado por sua pele, tão centro do Cosmos e da Criação quanto eu, você e sua tia avó.

Sei que o que estou dizendo é de uma obviedade tacanha, mas não são essas verdades as mais difíceis de enxergar? A morte, por exemplo. Você sabe, racionalmente, que um dia vai morrer. Mas, cá entre nós: você acredita mesmo que isso seja possível? Claro que não! Afinal, você é você! Se você acabar, acaba tudo e, convenhamos, isso não faz o menor sentido.

As formigas não são assim. Elas não sabem que existem. E, se alguma consciência elas têm, é de que não são o centro nem do próprio formigueiro. Vi um documentário, ontem de noite. Diante de um riacho, as saúvas africanas se metiam na água e formavam uma ponte, com seus próprios corpos, para que as outras passassem. Morriam afogadas, para que o formigueiro sobrevivesse.

Não, nenhuma compaixão cristã brotou em mim naquele momento, nenhuma solidariedade pela formiga desconhecida. (Deus me livre, ser saúva africana!). O que senti foi uma imensa curiosidade de saber o que o pedestre estaria fazendo, naquele momento. Estaria vendo o mesmo documentário? Dormindo? Desejando a mulher do próximo? Afinal, ele estava existindo, e continua existindo agora, assim como eu, você, o Bill Clinton, o Moraes Moreira.

São sete bilhões de narradores em primeira pessoa, soltos por aí, crentes que, se Deus existe, é conosco que virá puxar papo, qualquer dia desses. Sete bilhões de mundinhos. Sete bilhões de chulés. Sete bilhões de irritações, sistemas digestivos, músicas chicletentas que não desgrudam da cabeça e a esperança quase tangível de que, mês que vem, ga-nharemos na loteria. Até a rainha da Inglaterra, agorinha mesmo, tá lá, minhocando as coisas dela, em inglês, por debaixo da coroa. Não é estranhíssimo?