O que a UFLA tem a ver com Deus?

Continuando minha missão de mostrar que uma cidade tem necessidade de Deus, mostrarei alguns fatos do passado de minha cidade. Coisas que a pouco tempo atrás eu nem sabia. Quem diria que  a UFLA nasceu de um sonho de um missionário evangélico? Um projeto elaborado por uma pessoa que buscava a Deus. Hoje é claro, Deus foi meio que deixado de lado, mas ainda assim é interessante ver que uma das faculdades que mais movimentam nossa cidade e também com cursos bem conceituados no Brasil nasceu de um sonho de um missionário americano.

Esse pequeno trecho do diário dele que eu achei mostra seu propósito de criar essa instituição com a benção de Deus, e nos mostra que sua devoção para com Deus era grande.

Samuel Rhea Gammon foi idealizador da ESAL e do Gammon, e acima de tudo era um missionário servo de Deus.

Não se sabe mais talvez o sucesso da UFLA possa ter sido conqustado com a benção de um homem de Deus.

Assim como Deus levantou esse missionário, que Ele quer e pode levantar pessoas sonhadoras desta nossa geração pra abençoar hoje nossa cidade.

Que possamos estar disponíveis então!

Rafael Victor 11/07/2009 01h11min

Foto Gammon2

“Hoje comecei o trabalho ao qual dediquei minha vida. Nossa escola abriu-se hoje e, segundo penso, vejo nela muitos anos de vida. Nosso começo foi pequeno: somente sete rapazes esta manhã, mas, muitas empresas de grande vulto são o resultado de pequenos começos. Que Deus nos abençoe e nos faça grandes; “para ELE olho e NELE confio”.

Trecho do Diário do Rev. Samuel Rhea Gammon

A FUNDAÇÃO DA ESAL(hoje UFLA)

A missão no Brasil foi a segunda que a Igreja Presbiteriana do Sul dos Estados Unidos estabeleceu em terras estranhas, sendo a primeira a da China, em 1867. No ano seguinte, dois jovens ministros, Eduardo Lane e George Nash Morton se ofereceram para a obra missionária e chegaram ao Brasil em 1869.
O centro para suas atividades foi Campinas na Província de São Paulo. O trabalho logo começou a produzir frutos, com algumas profissões de fé, uma escola dominical e uma escola noturna para adultos. Este foi o começo da obra educacional que tomou o nome de Instituto Campinas e, depois, Colégio Internacional.
Em 1871 foi adquirido com grandes sacrifícios um amplo terreno em que se construiu o edifício da escola. O Colégio não só floresceu como adquiriu larga fama com uma matrícula de 150 alunos e de cujo corpo docente faziam parte Carlota Kemper (que chegou ao Brasil em 1882) e Samuel Rhea Gammon, vindo para assumir a direção do educandário.
Entretanto, forte epdemia de febre amarela assolava a região tirando a vida de muitas pessoas, inclusive de alunos e missionários,
levando o diretor Samuel Rhea Gammon a procurar um novo local para a instalação do colégio.
Era excelente a acolhida que iam tendo por toda a parte. A cidade de Lavras do Funil, aninhada entre montanhas de Serra da Mantiqueira, numa altitude de cerca de 1.000 metros, parecia satisfazer a todas as exigências. Ela ainda não era atingida pela estrada de ferro, mas estava no centro de um sistema que, dentro algum tempo a ligaria com o Rio de Janeiro, São Paulo e outros centros populosos.
Logo que se fechou a Escola em Campinas, no mês de novembro de 1892, a missão se transferiu para Lavras antes que o Dr. Gammon regressasse dos Estados Unidos, onde fora a viagem de negócios.
O grupo era constituído de nove pessoas, cinco missionários e quatro alunos sob a direção do Rev. Armstrong (o único homem da comitiva) e Dª. Carlota Kemper.
As aulas tiveram início no dia 1º de fevereiro de 1893 com 09 alunos.
A chácara que o Dr. Gammon tinha alugado, era, na realidade, uma pequena fazenda no extremo da cidade.
Nutrido o desejo de proporcionar aos alunos que se destinavam à vida de agricultores, um curso especial de estudos que os preparasse para convenientemente aproveitar as riquezas naturais da terra, o Dr. Gammon resolve por em prática o seu ideal de proporcionar também instrução agrícola. Viajando pelo sertão e verificando o atraso da lavoura, ele desejava ver melhoradas as condições de produção agrícola e da vida rural.            Considerando indispensável uma Escola Agrícola, trouxe dos Estados Unidos em 1907, um moço formado em Agronomia – Dr. Benjamin Harris Hunnicutt, para organizar e dirigir a nova escola, que passou a funcionar em 1908, sendo que os primeiros alunos já se achavam estudando no Ginásio.
Assim se conta a história da primeira Escola de Agronomia a ser fundada no Estado de Minas Gerais e uma das mais antigas do Brasil.

Samuel Gammon – In “Prospecto do Instituto Evangélico”, 1910.

Samuel Rhea Gammon nasceu em Bristol, Virgínia, em 30 de março de 1865. Era filho de Audley Anderson Gammon e de Mrs. Mary Faris Gammon.
Iniciou seus estudos no King’s College, em Bristol, onde se diplomou em bacharel em Artes. Transferiu-se depois para o Union Thological Seminary, Hamsden – Sidney, em Virgínia, obtendo o diploma de bacharel em Teologia. Vinte anos depois, em atenção ao seu notável saber, o King’s College conferiu-lhe o grau de doutor. Em 1927 recebeu outro grau de doutor, desta vez em Letras.
Samuel Rhea Gammon veio para o Brasil em 1889, para Campinas -SP, trabalhando ali num educandário fundado em 1869, o Colégio Internacional.

Foto Gammon 50

Fonte: Portal Museu Ufla

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